Feeling


Doce era aquele momento.
Tinha uma melodia no ar, cheiro de chuva, mas o sol brilhava lá no alto.
O tempo passava rápido, porém não importava muito. Pois, tudo estava em câmera lenta.
O mundo lá fora parecia não girar. Enquanto isso, tudo fluía e fluía rápido através dos olhos castanho claros daquela garota que parecia imóvel.
As pessoas que por ali passavam não conseguiam enxergar o que se passava através daqueles olhos. Ninguém imaginava o tamanho e a intensidade das coisas que aconteciam na mente daquela garota, naquele instante de pura estagnação.
O que os seus olhos observavam era um mistério. Mas ela sorria. Olhando para o que ninguém sabe. O que dava para perceber é que ela estava feliz.
Aqueles olhos observavam o sol e ele retribuía refletindo toda a intensidade daquele olhar.
O mundo externo era monótono, caótico e hipócrita. Mas o mundo dentro dos olhos daquela garota era eminente e simples.
Não dava para imaginar o que ela estava fazendo ali, ou o que se passava em sua cabeça e o que ela tanto esperava. Não tem como saber muito dela. O que dava para perceber é que ela estava feliz.

Demonstrar, deixar e sentir.


Em qual esquina nos deixamos à sinceridade?
Aonde a abandonamos?
Demonstram o que não sentem e não demonstram o que sentem. Por que tanto medo? O que está havendo com os sentimentos?
Em qual esquina eles deixaram de existir?
Foi na mesma esquina que as pessoas deixaram o verbo acreditar?
Esqueceram de acreditar. Simplesmente se esqueceram.
Há pequenas coisas que deixamos de fazer com o tempo, num estalo você percebe que algo já não existe mais, ou apenas deixou de ser praticado.
Algo que não se alimenta, não cresce. O que não cresce, não germina. O que não germina, morre. O que morre, passa. O que passa se esquece.
Esse algo que deixou de ser praticado não é um trabalho ou uma coisa, é um sentimento. Não dá para deixar de praticar o que se sente. Simplesmente não dá. Já pensou se deixássemos de respirar só porque estamos com medo de ter alguma substância perigosa no ar? Morreríamos mesmo assim. HAHA. Então medo de demonstrar seria basicamente auto impedir, limitar, privar-se de algo único, exclusivo seu.
Sentimentos bons têm que ser como o vento, livre para ir e livre para vir.
Sinta-se livre. Deixe sentir. Faça sentir.

O 2 vem depois do 1


Espere o tempo que você quiser. Puxe uma cadeira e sente-se e espere. E espere uma hora, um mês, um ano quem sabe... uma vida. Espere vir a vontade pra enfim decidir qualquer coisa. O tempo vai ser seu. Prefere o questionamento a intensidade. Prefere ser previsível a ponto de nunca arriscar nada. Qual a graça que a nisso? Quando se quebra a regra? Pra onde se vai? Você pode lamentar a chuva ou tomar banho de chuva...
Você já prestou atenção no vento?
Eu aprendi muito com o vento, as coisas que realmente precisarem chegar até mim, chegarão através dele.
Nada de previsões, nada de tudo ser tão normal, tão formal, nada de muita constância e, por favor, nada de ‘tudo muito perfeito’.
O 2 pode vir antes do 1. Não precisa ter lógica. Só precisa ser divertido.