
Doce era aquele momento.
Tinha uma melodia no ar, cheiro de chuva, mas o sol brilhava lá no alto.
O tempo passava rápido, porém não importava muito. Pois, tudo estava em câmera lenta.
O mundo lá fora parecia não girar. Enquanto isso, tudo fluía e fluía rápido através dos olhos castanho claros daquela garota que parecia imóvel.
As pessoas que por ali passavam não conseguiam enxergar o que se passava através daqueles olhos. Ninguém imaginava o tamanho e a intensidade das coisas que aconteciam na mente daquela garota, naquele instante de pura estagnação.
O que os seus olhos observavam era um mistério. Mas ela sorria. Olhando para o que ninguém sabe. O que dava para perceber é que ela estava feliz.
Aqueles olhos observavam o sol e ele retribuía refletindo toda a intensidade daquele olhar.
O mundo externo era monótono, caótico e hipócrita. Mas o mundo dentro dos olhos daquela garota era eminente e simples.
Não dava para imaginar o que ela estava fazendo ali, ou o que se passava em sua cabeça e o que ela tanto esperava. Não tem como saber muito dela. O que dava para perceber é que ela estava feliz.



